FIQUE DE OLHO

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sábado, 15 de outubro de 2011

HOMENAGEM DE UMA ALUNA AO DIA DOS PROFESSORES


Só porque é hoje?

Só hoje que vocês merecem ser homenageados? Ainda tem gente que faz essa pergunta. Eu ein.
Pessoas como vocês, que formam cidadãos, que formam profissionais de qualidade, que fazem na maioria das vezes papel de pais de dezenas e dezenas de pessoas que não são parentes nem de terceiro grau, que dão a vida, que dão o sangue pelo que fazem, que trabalham com amor e vem em cada raio de sol o nascer de uma esperança.
Sinceramente? Merecem mais que um muito obrigado, muito mais que um salário digno, muito mais que reconhecimento.
São vistos como super herois por cada aluno, até mesmo pelos mais bagunceiros. Sabe o que vocês são pra nós? Exemplo de coragem, de caráter, perseverança, de honestidade e acima de tudo, de dignidade. Cada um com um jeito especial de dar aula... é, vocês dão bem mais que conteúdo! Vocês passam valores, são formadores de opiniões, são nosso espelho.
Tenho orgulho da profissão que quero exercer, do caminho que quero construir pois os alicerces necessarios eu já tenho: vocês.
Esses dois meses de luta que passei junto a vocês só aumentou minha admiração pela categoria. Vi muita gente apanhando, vi professor literalmente dando o sangue pela educação, nesse momento meu coração apertava, meus olhos encheram d'agua e sabe por quê? Porque ali estavam meus super-heróis, passando por cima do medo para salvar meu futuro.
E o minimo que eu posso fazer é agradecer pela determinação e pelo papel lindo que vocês tem perante a sociedade.

Maria Azevedo. 1 ano. EEFM José de Alencar

sábado, 8 de outubro de 2011

SUSPENSÃO COM MOBILIZAÇÃO

       
    Ontem, sexta-feira, após acirrado debate, a maioria dos professores  presentes ao ginásio Paulo Sarazate. Decidiu pela suspensão da greve, que completava 64 dias de duração. O debate formou-se em torno de duas propostas: continuidade da greve e suspensão com mobilização.
            À medida que os professores iam chegando ao ginásio Paulo Sarazate, os grupos das diversas regionais juntavam-se para já discutirem entre si os rumos da greve. Nós do Zonal VI (VI legião) realizamos um mini-zonal, mas que de pequeno não teve nada, pois logo estávamos com pelo menos 15 inscritos para expor de forma democrática suas posições. O mesmo ocorria com os demais zonais das outras regiões. Mas nós, da VI Legião, éramos a todo instante consultado sobre qual era a nossa posição.
             Este blogueiro, que vos bloga, digo, que bloga a vocês, defendeu a ideia de que aquele era o momento de recuarmos, não porque estamos fracos, mas porque somos fortes e não devemos temer a desmobilização da categoria. Precisávamos retornar à escola para dizermos aos alunos e familiares que não somos intransigentes,  como o governo quer dizer à sociedade através de uma mensagem veiculada de minuto a minuto nas principais emissoras de tevê.  Outrossim, que não podemos perder a força que temos, não podemos deixar que a greve atinja uma curvatura diferente da que atingiu na última semana e retornar aos esvaziamento da semana pré-antecedente, que precipitaram os movimentos errados do governo. Fazer o quê? Esperar um novo erro do governo? Ficou claro que a retirada das grades que definiam o quadrilátero de proteção do palácio da Abolição, que surpreendeu aos mais de dez mil caminhantes na segunda-feira, 03 de outubro, foi uma provocação do Executivo, para que cometêssemos um deslize, pois ele já acenava: "não vamos mais errar". Por isso, diante desse cenário defendíamos a suspensão da greve com mobilização.  
           Dentro do nosso zonal, alguns companheiros defenderam a manutenção do movimento grevista, alegando que não havíamos ganho nada de fato e que o governo não é confiável. Que havíamos "apanhado" e que recuar agora seria covardia. Ao final desse mini-zonal, houve de comum acordo a decisão que não faríamos ali uma votação e que cada um votaria de acordo com sua convicção.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

NÓS QUE AMÁVAMOS TANTO A REVOLUÇÃO


          Esses dias comemorou-se a aniversário de dois brasileiros muito importantes para nossa história, para luta pela democratização , e a luta pela educação pública. D. Paulo Evaristo e Paulo Freire. Dois Paulos. Ambos 90 anos. D. Paulo, corajosamente, rompia o silencio imposto pela ditadura para denunciar a tortura, acolher os torturados e silenciados. Teve papel fundamental para resgatar a memória desse período com o projeto “Tortura Nunca Mais”. Freire tocou as consciências. Acreditava na autonomia e não na tutela, no compromisso e chamava ao coletivo: “Nóss educamos uns aos outros. Ninguém se educa sozinho”. Acreditava na transformação e na educação como fundamental para isso. Ambos declararam sua crença nos seres humanos. No povo e no poder do povo. Por isso, a educação precisa(va) tomar lugar. Educação para a liberdade! Freire não está mais entre nós; D. Paulo, sim.

          Pensei muito nesses dois homens, enquanto assistia às cenas de violência contra os professores e professoras na Assembleia Legislativa. Outra vez, o parlamento como palco de violência contra educadores e a educação. Outra vez a violência comandada, e com a cumplicidade daqueles que, não faz tanto tempo, estavam do outro lado do front e agora tentam encontrar os argumentos que justifiquem essa violência descabida. Havia arma branca. Uma faca! Havia infiltrados entre os professores(!), estavam depredando o patrimônio público. Por isso era preciso uma aula de democracia: a policia, os cacetetes, o spray de pimenta, os murros, os chutes, cabelos puxados, o sangue escorrendo da cabeça do professor.
           O Brasil ainda possui 14 milhões de analfabetos. Dizem os especialista que, se juntamos com os analfabetos funcionais, esse número vai para 24 milhões! Os que lutam pela educação, dizem que com menos que 10% do PIB não se reverte esta realidade. Sigo pensando em Dom Paulo e Paulo Freire e me perguntando para que nos serve, os que sonham com outro mundo , estar no poder institucional , senão para transformar esta realidade! Também não posso me furtar a pensar de que matéria são feitos homens e mulheres que não se dobram, não se corrompem, não abrem mão de suas convicções e muito menos de seus sonhos?
Margarida Marques
Membro da Coordenação colegiada do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente - CEDECA/CE
Rua Deputado João Lopes, 83, Centro, Fortaleza/CE, 85- 32524202
margarida@cedecaceara.org.br
cedeca@cedecaceara.org.br
www.cedecaceara.org.br

domingo, 25 de setembro de 2011

COLAGEM DE ADESIVOS

            Domingo é dia de descanso, certo? errado. Para quem está na greve não tem disso não! Apesar de que alguns, mesmo estando em greve, não saem de casa nunca. Nós, do Zonal Vi,  entretanto estamos na rua todos os dias. Hoje estivemos no cruzamento entre Santos Dumont e Dioguinho, onde deveria haver um outdoor, mas que por pressão do Estado, do Senhor Cid Gomes, a empresa responsável se negou à realização da propaganda!  
Targino e seu inseparável boneco!

Adriano!

Todo mundo, a do meio é a Rosa.

Fábio, grande companheiro

Gaúcho... e gremista.


Este blogueiro, atrás do cartaz.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ASSEMBLEIA: SEXTA, 16/09/2011

            Ocorreu hoje a partir das oito da manhã assembleia geral da categoria, no ginásio paulo Sarazate. Com imensa participação, quase o dobro de professores da assembleia anterior, com grande mobilização dos integrantes do ZONAL VI, a categoria, por imensa maioria decidiu pela manutenção da Greve Geral Interior e Capital. 
          Com palavras de ordem, cartazes de diversos tipos, caras pintadas, desde cedo os professores davam dicas  de qual seria a decisão da maioria. Depois de um debate acirrado, venceu o bom senso, e  a maioria  absoluta decidiu enfrentar o governo nazi-fascista de Cid Ferreira Gomes  e sua corriola.




A GREVE CONTINUA! CID, A CULPA É SUA!